Tempo de leitura: 8 minutos
Autor: Dr. Rafael Grunewald, Urologista em Cotia e São Paulo (CRM 201112)


Se você mora em Cotia, Granja Viana, Embu das Artes ou Vargem Grande Paulista e tem mais de 45 anos, este guia foi escrito para você. O câncer de próstata é o segundo tumor mais comum entre os homens brasileiros, mas quando diagnosticado precocemente, tem tratamento eficaz e alta taxa de cura. O problema não é o diagnóstico: é o atraso para chegar até ele.


O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é um tumor maligno que se desenvolve nas células da glândula prostática. Na maioria dos casos, seu crescimento é lento e localizado, o que permite tratamento definitivo quando detectado cedo. Em uma parcela dos casos, no entanto, o tumor pode ser mais agressivo e se disseminar para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo.

A boa notícia: com rastreamento adequado, a grande maioria dos casos é diagnosticada ainda em estágio localizado, quando as chances de cura são maiores.


A partir de quando fazer o PSA?

A recomendação do Dr. Rafael Grunewald é iniciar o rastreamento aos 45 anos para todos os homens, sem exceção. Isso inclui homens sem sintomas e sem histórico familiar.

PSA basal entre 40 e 45 anos: por que vale a pena

Existe uma estratégia importante e ainda pouco conhecida: realizar o primeiro PSA entre os 40 e 45 anos não necessariamente para diagnosticar câncer nessa faixa etária, mas para estabelecer um PSA basal. Esse valor inicial serve como referência individual para o urologista ao longo dos anos.

Homens com PSA basal baixo nessa faixa (abaixo de 1 ng/mL) têm risco significativamente menor de desenvolver câncer de próstata clinicamente relevante no futuro e podem espaçar os exames com segurança. Já homens com PSA basal mais elevado, mesmo dentro da faixa considerada normal, merecem acompanhamento mais frequente e criterioso.

Em outras palavras: o PSA basal precoce personaliza o rastreamento e permite ao urologista tomar decisões mais precisas ao longo do tempo.


Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Esta é uma das informações mais importantes deste texto: o câncer de próstata em estágio inicial frequentemente não causa sintomas. Quando os sintomas urinários aparecem, como dificuldade para urinar, jato fraco ou sangue na urina, o tumor pode já estar em estágio mais avançado.

Por isso, esperar pelos sintomas para procurar o urologista é uma estratégia equivocada. O rastreamento com PSA existe exatamente para detectar o tumor antes que ele se manifeste clinicamente.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer de próstata envolve etapas progressivas, que o Dr. Rafael Grunewald conduz de forma criteriosa:

1. PSA e toque retal

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata, dosada por exame de sangue. Valores elevados ou com aumento significativo entre exames consecutivos levantam suspeita. O toque retal complementa a avaliação clínica e fornece informações sobre o volume e a consistência da glândula.

2. Ressonância magnética multiparamétrica (RMmp) sempre antes da biópsia

A ressonância magnética multiparamétrica é realizada em todos os pacientes antes de qualquer biópsia. Esse exame permite identificar e caracterizar áreas suspeitas dentro da próstata, classificadas pelo sistema PI-RADS (de 1 a 5, sendo 5 o de maior suspeita).

A RMmp pré-biópsia é fundamental por dois motivos: evita biópsias desnecessárias em pacientes com exames de baixa suspeição e, quando a biópsia é indicada, direciona com precisão as amostras para as áreas de maior risco.

3. Biópsia por fusão transperineal

Quando a biópsia é indicada, a preferência é pela biópsia por fusão transperineal: uma técnica que integra as imagens da ressonância magnética com o ultrassom em tempo real, guiando as amostras exatamente para as áreas suspeitas identificadas na RMmp.

A via transperineal (pelo períneo, e não pelo reto) reduz significativamente o risco de infecção em comparação com a biópsia transretal convencional e tem maior precisão diagnóstica. Essa técnica é realizada conforme a disponibilidade e condição de cada paciente.


Quais são as opções de tratamento?

O tratamento depende do estágio do tumor, do grau de agressividade (escore de Gleason/ISUP) e das características individuais de cada paciente. O objetivo é sempre oferecer o melhor resultado oncológico com a menor morbidade possível.

Vigilância ativa

Para tumores de baixo risco e baixo volume, a vigilância ativa é uma opção legítima e bem fundamentada. Consiste em monitorar o tumor com PSA, RMmp e biópsias periódicas, sem tratar imediatamente. Evita os efeitos colaterais do tratamento em tumores que, estatisticamente, não comprometerão a vida do paciente.

Prostatectomia radical robótica

Para tumores localizados com indicação cirúrgica, o Dr. Rafael Grunewald realiza a prostatectomia radical robótica, procedimento em que a próstata é removida com o auxílio do sistema robótico, por pequenas incisões no abdome.

As vantagens em relação à cirurgia aberta convencional incluem maior precisão na preservação dos feixes neurovasculares (responsáveis pela ereção), menor sangramento, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

As cirurgias são realizadas nos principais hospitais de referência: Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Hospital Santa Catarina (HSC) e Hospital São Camilo.

A escolha entre vigilância ativa e cirurgia é feita de forma individualizada, com base em dados clínicos, preferências do paciente e uma conversa franca sobre riscos e benefícios de cada abordagem.

Hoje, felizmente a cirurgia robótica foi incluída no ROL da ANS e o acesso via convênios de saúde já é uma realidade.


Como é o acompanhamento após o tratamento?

Após a prostatectomia radical, o acompanhamento do PSA é fundamental para detectar precocemente qualquer sinal de recidiva:

  • Primeiro ano: PSA a cada 3 meses
  • 2º ao 5º ano: PSA a cada 6 meses
  • Após 5 anos: PSA anual

O PSA deve se tornar indetectável após a remoção completa da próstata. Qualquer elevação nesse valor é investigada com critério.

Também fazemos exames de imagem conforme necessário, caso a caso.

Sequelas pós-operatórias

As principais sequelas da prostatectomia radical podem ser a incontinência urinária e a disfunção erétil. Com a evolução das técnicas cirúrgicas, especialmente com a abordagem robótica e o refinamento das técnicas de preservação nervosa, esses índices são cada vez menores. Quando presentes, ambas são tratadas no próprio consultório, com abordagem individualizada para cada paciente.


Perguntas e respostas sobre câncer de próstata

PSA alto significa câncer?

Não necessariamente. O PSA pode estar elevado por outras causas, como inflamação da próstata (prostatite), HPB (próstata aumentada benigna) ou até após atividade física intensa. Por isso, o PSA elevado indica investigação, não diagnóstico. A RMmp e, quando indicada, a biópsia, é que definem a presença ou ausência de tumor.

Câncer de próstata tem cura?

Sim, quando diagnosticado em estágio localizado. A taxa de sobrevida em 10 anos para câncer de próstata localizado tratado adequadamente é superior a 95%.

Preciso fazer PSA todo ano?

A frequência ideal depende do PSA basal e do risco individual de cada paciente. Essa definição é feita em conjunto com o urologista na consulta.

O tratamento afeta a qualidade de vida?

É uma preocupação legítima e frequente. A resposta depende da técnica utilizada e das características do paciente. A prostatectomia robótica, com preservação dos feixes nervosos quando possível, tem impacto cada vez menor na continência urinária e na função erétil. Na consulta, esses aspectos são discutidos com transparência antes de qualquer decisão.


Quando procurar um urologista em Cotia para rastrear o câncer de próstata?

Se você tem 45 anos ou mais e nunca fez um PSA, o momento é agora. Se você tem histórico familiar de câncer de próstata, a avaliação pode ser antecipada. Não espere sintomas.

Agende sua consulta com o Dr. Rafael Grunewald em Cotia:

📍 Clinique Renoir, Estrada do Capuava, 4571, 1º Andar, Cotia/SP
📞 (11) 96592-3055
🕐 Segunda a sexta, das 8h às 17h


Dr. Rafael Grunewald é urologista formado pela Santa Casa de São Paulo, com Fellowship em Cirurgia Robótica pelo Instituto de Urologia, Robótica e Oncologia (IURO). Realiza prostatectomia radical robótica no Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Santa Catarina e Hospital São Camilo.


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Dr. Rafael Grunewald

Com 12 anos de formação integral na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo — onde realizou sua Graduação e as Residências em Cirurgia Geral e Urologia — o Dr. Rafael Ernst Grunewald soma à sua base acadêmica o Fellowship em Cirurgia Robótica pelo Instituto de Urologia, Robótica e Oncologia (IURO).

Sua prática clínica é pautada na Medicina Baseada em Evidências, utilizando a inovação tecnológica como uma ferramenta de precisão, sempre subordinada a um diálogo claro e franco com o paciente.

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